
A declaração da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), admitindo pela primeira vez que pode disputar o cargo de vice-governadora na chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil) em 2026, levantou debates nos bastidores da política baiana, especialmente na região sudoeste.
Em entrevista recente, Sheila afirmou que, caso seu nome seja consenso dentro do grupo de oposição, estaria à disposição para compor a chapa majoritária. A fala marca uma mudança de postura. Até então, as movimentações em torno do nome da prefeita eram tratadas apenas como especulação. Agora, o cenário passa a ser considerado como possibilidade concreta dentro do grupo oposicionista.
Nos bastidores, a eventual entrada da prefeita na chapa estadual também é vista sob outra perspectiva: o possível reflexo direto na pré-candidatura do advogado Wagner Alves, seu marido, que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia em 2026. Estreante no processo eleitoral, Wagner é apontado como um nome ainda pouco conhecido fora dos círculos políticos locais.
A leitura de analistas é que uma candidatura de Sheila a vice poderia ampliar a projeção do grupo político em nível estadual e, por consequência, fortalecer a campanha do pré-candidato a deputado estadual. A estratégia, segundo essa avaliação, poderia funcionar como mecanismo de consolidação eleitoral, ampliando capital político e visibilidade.
Em declaração anterior, Sheila afirmou que as especulações em torno de seu nome refletem o peso político de Vitória da Conquista no cenário estadual. Também destacou que assumiu compromisso de governar o município por quatro anos, mas reconheceu a relevância de o Sudoeste estar inserido nas articulações para 2026.
Enquanto a oposição articula a composição da chapa majoritária, o grupo governista também já trabalha com nomes consolidados para a disputa. O cenário segue em construção, e a possível movimentação da prefeita de Conquista passa a integrar de forma mais objetiva o tabuleiro eleitoral baiano.
