
Os advogados Luciana Silva e Franklin Ribeiro, assistentes de acusação no julgamento do Caso Sashira, avaliaram a condenação de Rafael de Souza Lima a 22 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado, decisão proferida pelo Tribunal do Júri após quase cinco anos de tramitação do processo.
Luciana Silva afirmou que a condenação representou o acolhimento integral da tese sustentada pela acusação em plenário. Segundo ela, Rafael foi condenado por feminicídio com três qualificadoras, além de ocultação de cadáver, exatamente como defendido durante o julgamento. “Essa condenação foi tudo o que a acusação pediu e tudo o que nós, da assistência de acusação, sustentamos aqui. Houve o reconhecimento não só do feminicídio, mas também de todas as qualificadoras”, afirmou.
Ao tratar da abordagem do feminicídio diante dos jurados, Luciana ressaltou que o tema era central no caso. “É uma pauta que não tinha como a gente não trazer, porque é uma situação em que uma mulher, uma jovem de apenas 19 anos, é morta por quem se dizia parceiro ou tinha um relacionamento com ela. A gente parte da premissa de que quem ama não mata, e que parceria jamais leva ao fim da vida de uma pessoa”, disse.
Já Franklin Ribeiro destacou o impacto do julgamento para a sociedade e classificou a condenação como uma resposta ao clamor por justiça. Segundo ele, o júri representou um chamado coletivo para a responsabilização do réu. “Foi um clamor, uma convocação para fazer justiça, que é o que a gente sempre pregou: fazer justiça à memória de Sashira e em respeito à sociedade de Vitória da Conquista”, afirmou o advogado, avaliando que a decisão dos jurados foi uma resposta positiva à expectativa social em torno do caso.
